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Ásia Atualizado em 10 min de leitura

Viagem para o Japão: visto, melhor época, gorjeta, lixo, idioma, transporte e dinheiro

Visto, melhor época, gorjeta, lixo, idioma, transporte e dinheiro ou cartão: as dúvidas mais comuns de quem vai ao Japão, com respostas diretas.

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Monte Fuji

Visto, melhor época para viajar, se devo dar gorjeta, etiqueta com lixo, idioma, transporte público e dinheiro ou cartão: são essas as dúvidas de quase todo brasileiro antes de ir ao Japão. Em resumo: brasileiro com passaporte eletrônico não precisa de visto para turismo, a primavera e o outono são as melhores épocas, gorjeta não existe, o lixo volta com você, o trem resolve tudo e o cartão funciona, mas leve algum iene em espécie.

Visto para o Japão: brasileiro precisa?

Para turismo, não. Brasileiros com passaporte comum eletrônico, aquele com chip na capa, podem entrar no Japão sem visto e ficar até 90 dias por entrada. A isenção foi prorrogada e vale de 30 de setembro de 2026 a 29 de setembro de 2029.

  • Passaporte eletrônico. Quem ainda tem o passaporte antigo, sem chip, precisa de visto. Confira o seu antes de comprar a passagem.
  • Finalidade. A isenção cobre turismo, visita a parentes e negócios de curta duração, como reuniões e feiras. Trabalho remunerado exige visto próprio.
  • Visit Japan Web. Cadastre online os dados de imigração e alfândega antes do voo. O sistema gera um QR code que agiliza a chegada em Narita, Haneda e Kansai.
  • Comprovantes. Tenha à mão a passagem de volta e as reservas de hospedagem. A imigração pode pedir.
  • JESTA. O Japão prepara uma autorização eletrônica de viagem nos moldes do ESTA americano, prevista para os próximos anos. Acompanhe pelo consulado.

Melhor época para viajar para o Japão

A melhor época para viajar para o Japão é a primavera, de março a maio, e o outono, de outubro a novembro. São as estações com clima ameno, menos chuva e as paisagens mais famosas do país. O verão e o inverno também funcionam, mas pedem roteiro adaptado.

  • Primavera, de março a maio. Vantagem: a floração das cerejeiras, a sakura, que em Tóquio e Kyoto costuma acontecer entre o fim de março e o começo de abril. Desvantagem: hotéis caros e lotados nas semanas de pico.
  • Verão, de junho a agosto. Vantagem: festivais de rua e fogos de artifício. Desvantagem: a temporada de chuvas, o tsuyu, de junho a meados de julho, e depois calor úmido acima de 30 °C.
  • Outono, de outubro a novembro. Vantagem: as folhas vermelhas, o momiji, com pico em Kyoto em meados de novembro. Desvantagem: setembro ainda tem risco de tufões.
  • Inverno, de dezembro a fevereiro. Vantagem: céu limpo em Tóquio, neve em Hokkaido e o festival de neve de Sapporo, em fevereiro. Desvantagem: frio e dias curtos.

Fuja dos feriados japoneses: a Golden Week, entre o fim de abril e o começo de maio, o Obon, em meados de agosto, e a virada do ano. Nessas datas, o Shinkansen esgota e os preços sobem. Para uma primeira viagem, reserve de 12 a 15 dias: 5 em Tóquio, 4 em Kyoto, 2 em Osaka e o resto para bate e voltas como Nara, Nikko ou Hakone.

Devo dar gorjeta no Japão?

Não. No Japão não existe cultura de gorjeta, e deixar dinheiro na mesa pode causar constrangimento: é comum o garçom correr atrás de você para devolver. O bom atendimento já está incluído no preço.

  • Restaurantes. Pague o valor da conta, normalmente no caixa da saída e não na mesa. Agradecer com um arigatou gozaimasu basta.
  • Táxis. Pague o valor do taxímetro. Não arredonde.
  • Izakaya. Alguns bares cobram o otoshi, uma pequena entrada servida sem pedir, que funciona como taxa de mesa. Não é golpe, é costume.
  • Ryokan. Em pousadas tradicionais de alto padrão, alguns hóspedes deixam um agradecimento em envelope para a atendente do quarto. É opcional e raro.

Etiqueta com lixo no Japão

A regra é simples: o lixo que você gera volta com você. Quase não há lixeiras nas ruas do Japão, e mesmo assim as cidades são impecáveis. Leve sempre uma sacolinha na mochila para guardar embalagens até achar onde descartar.

  • Onde jogar. Procure lixeiras nas lojas de conveniência, os konbini, como 7-Eleven, Lawson e FamilyMart, ao lado de máquinas de bebida e nas estações de trem.
  • Separação. As lixeiras são divididas em lixo queimável, não queimável, garrafas PET e latas. Se tiver dúvida, olhe os desenhos na tampa.
  • Comer andando. Em muitos lugares é mal visto. Coma perto da barraca ou do konbini onde comprou e descarte ali mesmo.
  • No hotel. Siga a separação indicada no quarto. Em apartamentos de aluguel, as regras de coleta costumam ser rígidas e vêm por escrito.

Outros cuidados que andam junto com o lixo: não falar ao celular dentro do trem, ficar à esquerda na escada rolante em Tóquio e à direita em Osaka, e tirar o sapato ao entrar em casas, templos e alguns restaurantes.

Idioma: dá para viajar ao Japão sem falar japonês?

Dá. O japonês é o idioma oficial, mas as estações, os trens e as principais atrações de Tóquio, Kyoto e Osaka têm placas e avisos em inglês. O inglês falado é limitado, então o celular vira o seu tradutor.

  • Tradutor com câmera. Aponte o celular para cardápios, placas e embalagens. Baixe o pacote de japonês offline antes de embarcar.
  • Cardápio com foto. Muitos restaurantes têm fotos ou réplicas de plástico dos pratos na vitrine. Em redes de ramen, o pedido é feito em máquinas na entrada.
  • Frases úteis. Arigatou gozaimasu (obrigado), sumimasen (com licença ou desculpe) e eigo no menyuu arimasu ka (tem cardápio em inglês?).
  • Fora das grandes cidades. Em vilas pequenas e no interior, quase ninguém fala inglês. Tenha o endereço do hotel escrito em japonês para mostrar ao taxista.

Transporte público no Japão

O transporte público no Japão é pontual, limpo e cobre praticamente todo destino turístico. Dentro das cidades, você vai de metrô e trem urbano; entre cidades, de Shinkansen, o trem bala. Carro quase nunca compensa.

Cartões de transporte: Suica, PASMO e ICOCA

Os cartões recarregáveis pagam metrô, trens, ônibus e até compras em konbini e máquinas de bebida. Suica e PASMO são de Tóquio, ICOCA é da região de Kyoto e Osaka, e funcionam nas principais cidades do país. Turistas podem comprar a versão Welcome Suica, e quem tem iPhone pode adicionar o Suica direto na carteira digital.

Do aeroporto até a cidade

  • Narita. O Narita Express chega à estação Tokyo em cerca de 1 hora. Ônibus e o trem Keisei Skyliner são alternativas.
  • Haneda. Mais perto do centro, com o trem Keikyu ou o Tokyo Monorail em 20 a 30 minutos.
  • Kansai. O trem Haruka liga o aeroporto a Kyoto em cerca de 1h20 e a Osaka em menos tempo.

JR Pass vale a pena?

Depende do roteiro. O JR Pass ficou bem mais caro em 2023, e para o trajeto clássico Tóquio, Kyoto, Osaka e volta, comprar as passagens avulsas costuma sair mais barato. O passe compensa para quem vai cruzar o país várias vezes, incluindo Hiroshima, Kanazawa ou Hokkaido. O Shinkansen Nozomi faz Tóquio e Kyoto em cerca de 2h15, mas não é coberto pelo JR Pass padrão.

Erro comum de primeira viagem: perder o último trem. O metrô de Tóquio para de rodar por volta da meia noite, e o táxi depois disso sai caro.

Dinheiro ou cartão no Japão

Use os dois. O cartão de crédito é aceito em hotéis, lojas de departamento, redes de restaurantes e konbini nas grandes cidades. Mas o Japão ainda tem muita coisa que só aceita dinheiro, então leve iene em espécie para o dia a dia.

  • Onde precisa de dinheiro. Restaurantes pequenos, barracas de rua, templos, santuários, máquinas de pedido em lojas de ramen e cidades do interior.
  • Saque. Os caixas da Seven Bank, dentro das lojas 7-Eleven, e os caixas dos correios aceitam cartões estrangeiros. Confira as taxas do seu banco.
  • Cartão do Brasil. Compras e saques no exterior têm IOF. Cartões de conta global em moeda estrangeira ajudam a controlar o câmbio.
  • Moedas. O Japão usa muitas moedas, inclusive a de 500 ienes. Uma carteira com porta moedas facilita a vida.
  • Tax free. Lojas com o selo tax free dão isenção de imposto para turistas em compras acima de um valor mínimo, com apresentação do passaporte.

Como ter internet no Japão

No Japão, praticamente todas as respostas acima passam pelo celular: o mapa mostra a plataforma e o horário do trem, o tradutor lê o cardápio e o cartão de transporte pode ficar no próprio aparelho. O Wi-Fi gratuito existe, mas é irregular fora de hotéis e estações. Por isso, vale chegar com a internet resolvida.

O Chip Internacional Japão Ilimitado do mysimtravel tem franquia diária em alta velocidade que renova a cada 24 horas. Se acabar antes, a internet continua com velocidade reduzida até renovar. Você escolhe entre chip físico, entregue em casa e pedido com pelo menos 20 dias de antecedência, ou eSIM, enviado por e-mail em minutos. Para saber se o seu celular aceita eSIM, disque *#06# e veja se aparece o número EID.

Você instala ainda no Brasil e o celular conecta sozinho ao pousar em Narita, Haneda ou Kansai. O WhatsApp segue com o seu número brasileiro, inclusive para chamadas de áudio e vídeo pela internet, e o suporte é em português antes e durante a viagem. Veja também as outras opções de chip para o Japão, o chip para Ásia se o roteiro incluir Coreia do Sul ou Taiwan, e entenda se vale comprar o eSIM antes da viagem ou no destino.

Perguntas frequentes sobre viagem para o Japão

Para turismo e negócios de curta duração, não. Brasileiros com passaporte comum eletrônico podem ficar até 90 dias por entrada sem visto. A isenção foi prorrogada e vale de 30 de setembro de 2026 a 29 de setembro de 2029. Quem tem passaporte antigo, sem chip, ou vai trabalhar no Japão precisa de visto.

A primavera, de março a maio, e o outono, de outubro a novembro, são as melhores épocas, com clima ameno, cerejeiras floridas ou folhas vermelhas. O verão é quente e chuvoso, e o inverno é frio, mas bom para neve em Hokkaido. Evite a Golden Week, o Obon e a virada do ano.

Não. O Japão não tem cultura de gorjeta, e deixar dinheiro na mesa pode causar constrangimento, porque o atendente costuma devolver. Pague apenas o valor da conta, normalmente no caixa. Alguns izakaya cobram uma pequena taxa de mesa chamada otoshi, servida como entrada, e isso faz parte do costume local.

Depende do roteiro. Depois do aumento de preço em 2023, o JR Pass deixou de compensar para o trajeto clássico Tóquio, Kyoto e Osaka, que costuma sair mais barato com passagens avulsas. Ele ainda vale para quem vai cruzar o país várias vezes, visitando cidades como Hiroshima, Kanazawa ou destinos em Hokkaido.

Leve os dois. O cartão de crédito funciona em hotéis, redes de lojas e konbini, mas restaurantes pequenos, templos, barracas de rua e cidades do interior ainda aceitam só dinheiro. Para sacar ienes, use os caixas da Seven Bank nas lojas 7-Eleven, que aceitam cartões estrangeiros, e confira as taxas do seu banco.

Conclusão: chegue ao Japão sem dúvidas

Com passaporte eletrônico, época escolhida, ienes na carteira e cartão de transporte no celular, o Japão fica simples. O resto é respeitar o silêncio no trem e levar o lixo com você. Para chegar conectado, veja o Chip Internacional Japão Ilimitado e instale antes de embarcar.

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