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Ásia Atualizado em 10 min de leitura

Hong Kong, Pequim (Beijing), Xangai (Shanghai), Zhangjiajie, Xi’an, Guilin e Yangshuo: o que ver e quando ir

Hong Kong, Pequim, Xangai, Zhangjiajie, Xi'an, Guilin e Yangshuo: quantos dias ficar, melhor época e como ter internet na China.

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Hong Kong, Pequim (Beijing), Xangai (Shanghai), Zhangjiajie, Xi’an, Guilin e Yangshuo são os destinos mais procurados por brasileiros na China e cabem em um roteiro de 15 a 20 dias. A melhor época para combinar todos é de setembro a novembro ou de abril a maio, fugindo dos feriados chineses. E a internet precisa estar resolvida antes do embarque, porque Google e WhatsApp são bloqueados nas redes locais.

Os destinos na China que o brasileiro mais procura

Cada um desses destinos entrega uma China diferente: metrópole, história imperial, paisagem de montanha e rio. Antes de entrar nos detalhes, este é o resumo de quanto tempo reservar para cada um.

  • Hong Kong. 3 a 4 dias. Porta de entrada mais prática, com voos e conexões frequentes.
  • Pequim. 4 dias. Cidade Proibida, Grande Muralha e a história imperial.
  • Xangai. 3 dias. Skyline de Pudong, The Bund e bairros de arquitetura colonial.
  • Zhangjiajie. 3 dias. As montanhas de pedra que inspiraram o cenário do filme Avatar.
  • Xi’an. 2 dias. Exército de Terracota e a muralha medieval mais preservada do país.
  • Guilin e Yangshuo. 3 dias. Rio Li, morros cársticos e passeios de bambu.

Destino por destino: o que ver e quantos dias ficar

Hong Kong

Hong Kong vale de 3 a 4 dias e é o melhor lugar para começar ou terminar a viagem. É uma região administrativa especial, com imigração, moeda e regras próprias, e a internet local não tem os bloqueios da China continental.

  • Victoria Peak. A vista clássica da baía, de preferência no fim da tarde. Suba pelo Peak Tram.
  • Star Ferry. A travessia entre Central e Tsim Sha Tsui leva cerca de 10 minutos e custa pouco.
  • Ilha de Lantau. O Tian Tan Buddha, acessado pelo teleférico Ngong Ping 360, ocupa meio dia.
  • Mong Kok e Temple Street. Mercados de rua e comida barata à noite.

Do Aeroporto Internacional de Hong Kong (HKG), o Airport Express chega à estação Hong Kong em cerca de 25 minutos. Compre o cartão Octopus logo na chegada: ele paga metrô, ônibus, balsas e até lojas de conveniência.

Pequim (Beijing)

Pequim pede 4 dias: 2 para o centro histórico, 1 para a Grande Muralha e 1 para o Palácio de Verão e os hutongs. A cidade tem dois aeroportos, o Capital (PEK) e o Daxing (PKX), ambos ligados ao centro por metrô expresso.

  • Cidade Proibida. Exige reserva antecipada com o número do passaporte e fecha às segundas. Os ingressos esgotam dias antes na alta temporada.
  • Praça da Paz Celestial. Fica em frente à Cidade Proibida e tem controle de segurança na entrada. Leve o passaporte.
  • Grande Muralha em Mutianyu. Fica a cerca de 1h30 do centro, é menos cheia que Badaling e tem teleférico e tobogã para descer.
  • Templo do Céu e Palácio de Verão. Bons para manhãs tranquilas, longe das multidões do centro.

Xangai (Shanghai)

Xangai resolve em 3 dias e combina bem com um bate e volta para Suzhou ou para a vila de Zhujiajiao. A cidade é a mais ocidentalizada da China continental, com metrô extenso e sinalização em inglês.

  • The Bund. O calçadão à beira do rio Huangpu, com a vista do skyline de Lujiazui. Vá à noite.
  • Lujiazui. O distrito financeiro de Pudong, com a Shanghai Tower e mirantes pagos.
  • Jardim Yuyuan. Jardim clássico da dinastia Ming, cercado por um bazar de comida e lembranças.
  • Antiga Concessão Francesa. Ruas arborizadas, cafés e casas dos anos 1920 e 1930.

Do Aeroporto de Pudong (PVG), o trem Maglev chega à estação Longyang Road em cerca de 8 minutos. Voos domésticos e trens rápidos costumam sair de Hongqiao, do outro lado da cidade.

Zhangjiajie

Zhangjiajie fica na província de Hunan e precisa de 3 dias inteiros. O principal atrativo é o Parque Florestal Nacional de Zhangjiajie, dentro da área de Wulingyuan, com pilares de pedra de centenas de metros cobertos de vegetação.

  • Yuanjiajie e Montanha Hallelujah. Os mirantes mais famosos, acessados pelo elevador Bailong.
  • Montanha Tianmen. Teleférico longo, passarelas de vidro na encosta e a escadaria até o Portão do Céu.
  • Ponte de vidro do Grand Canyon. Atração separada do parque, com ingresso próprio.

O ingresso do parque costuma valer por vários dias seguidos. Fique hospedado em Wulingyuan, perto da entrada, e não no centro da cidade. Chega se pelo aeroporto Zhangjiajie Hehua (DYG) ou de trem rápido pela estação Zhangjiajie West.

Xi’an

Xi’an pede 2 dias e é parada obrigatória para quem gosta de história. Foi capital da China por séculos e ponto inicial da Rota da Seda.

  • Exército de Terracota. Fica a cerca de 1 hora do centro. Reserve meio dia e chegue na abertura.
  • Muralha de Xi’an. Dá para percorrer os cerca de 14 km de bicicleta em 2 a 3 horas.
  • Bairro Muçulmano. O melhor lugar para comer na cidade, com pães, espetinhos e macarrão feito na hora.
  • Grande Pagode do Ganso Selvagem. Templo budista com show de fontes à noite.

Guilin e Yangshuo

Guilin e Yangshuo ficam na região de Guangxi e funcionam juntas em 3 dias. Guilin é a base de chegada; Yangshuo, a 1h30 de estrada, é onde vale dormir.

  • Cruzeiro pelo Rio Li. O trecho entre Guilin e Yangshuo leva cerca de 4 a 5 horas e passa pela paisagem impressa na nota de 20 yuan.
  • Rio Yulong. Passeio de jangada de bambu, mais calmo e mais barato que o cruzeiro.
  • Terraços de Longji. Bate e volta de dia inteiro saindo de Guilin, mais bonito entre maio e outubro.
  • West Street e Xianggong Hill. A rua movimentada de Yangshuo e o mirante do nascer do sol sobre o rio.

Melhor época para viajar para a China

A melhor época para viajar para a China e passar por todos esses destinos é de meados de setembro a novembro, com céu mais limpo e temperatura agradável. Abril e maio são a segunda melhor opção. O que mais atrapalha não é o clima, e sim os feriados nacionais.

  • Primavera, de março a maio. Vantagem: temperatura amena em Pequim, Xangai e Xi’an. Desvantagem: começo das chuvas em Guilin e neblina em Zhangjiajie.
  • Verão, de junho a agosto. Vantagem: terraços de Longji verdes e dias longos. Desvantagem: calor úmido, chuvas fortes no sul e temporada de tufões em Hong Kong.
  • Outono, de setembro a novembro. Vantagem: melhor clima do ano na maior parte do roteiro. Desvantagem: a Golden Week, no início de outubro, lota trens e atrações.
  • Inverno, de dezembro a fevereiro. Vantagem: preços menores e Hong Kong com clima seco. Desvantagem: frio intenso em Pequim e Xi’an, e o Festival da Primavera, entre janeiro e fevereiro, paralisa o transporte.

Um erro comum é marcar a viagem sem consultar o calendário de feriados chineses. Nessas semanas, os ingressos esgotam e os trens ficam lotados com dias de antecedência.

Como se deslocar entre as cidades

O trem de alta velocidade é o jeito mais prático de ligar os destinos da China continental. Para distâncias maiores, como Pequim e Guilin ou Xangai e Zhangjiajie, o voo doméstico costuma compensar.

  • Pequim e Xangai. Cerca de 4h30 a 6 horas de trem rápido, entre Beijing South e Shanghai Hongqiao.
  • Pequim e Xi’an. Cerca de 4h30 a 6 horas de trem, chegando na estação Xi’an North.
  • Guilin e Hong Kong. Trem rápido até West Kowloon em cerca de 3 a 4 horas.
  • Zhangjiajie. Mais fácil de encaixar com voo ou com trem rápido a partir de Changsha.

Passagens de trem são compradas com o passaporte, e o próprio documento serve de bilhete na catraca. Chegue às estações com 1 hora de folga: elas são grandes e têm raio X na entrada.

Roteiro de 18 dias com todos os destinos

  1. Dias 1 a 3: Hong Kong. Chegada, Victoria Peak, Star Ferry e Lantau.
  2. Dias 4 a 6: Guilin e Yangshuo. Trem até Guilin, cruzeiro pelo Rio Li e Rio Yulong.
  3. Dias 7 a 9: Zhangjiajie. Voo ou trem, parque nacional e Montanha Tianmen.
  4. Dias 10 e 11: Xi’an. Exército de Terracota e muralha de bicicleta.
  5. Dias 12 a 15: Pequim. Cidade Proibida, Grande Muralha e hutongs.
  6. Dias 16 a 18: Xangai. Trem rápido, The Bund, Pudong e voo de volta.

Com 12 dias, corte Zhangjiajie e Xi’an e fique com Hong Kong, Guilin, Pequim e Xangai.

Documentos e cuidados antes de embarcar

  • Passaporte. Com validade mínima de 6 meses.
  • Entrada na China continental. A China passou a isentar brasileiros de visto para estadias curtas de turismo, em caráter experimental. Confira se a regra vale na data da viagem e se cobre todos os dias do roteiro.
  • Entrada em Hong Kong. Brasileiros entram sem visto para turismo, com regra própria de permanência.
  • Pagamentos. Alipay e WeChat Pay aceitam cartão estrangeiro vinculado e são usados em quase tudo. Leve yuan em espécie como reserva.
  • Reservas. Cidade Proibida, Exército de Terracota e trens nos feriados precisam de compra antecipada.

Se a viagem tiver uma parte a trabalho, veja também como planejar a viagem para a Canton Fair, em Guangzhou, que fica no caminho entre Hong Kong e Guilin.

Como ter internet na China em todos esses destinos

Na China continental, Google, WhatsApp, Instagram e outros apps ocidentais são bloqueados nas redes locais, inclusive no Wi-Fi de hotéis e estações. Como você vai depender do celular para mapa, tradução, pagamento por QR code e compra de trens, resolva a internet ainda no Brasil.

O Plano Controle China do mysimtravel cobre China, Hong Kong e Macau, então serve para o roteiro inteiro, de Hong Kong a Pequim. Você escolhe entre chip físico, entregue em casa e pedido com pelo menos 20 dias de antecedência, ou eSIM, enviado por e-mail em minutos. Para saber se o seu celular aceita eSIM, disque *#06# e veja se aparece o número EID. Confira na página do produto como funciona o acesso aos aplicativos bloqueados.

Você instala antes de embarcar e o celular conecta sozinho nas operadoras parceiras ao chegar. O WhatsApp continua com o seu número do Brasil, inclusive para chamadas de áudio e vídeo pela internet. A franquia é única para o período, com recarga se precisar, e o suporte é em português. Se o roteiro incluir Japão, Coreia ou Sudeste Asiático, veja o chip para Ásia. Na dúvida, entenda se vale comprar o eSIM antes da viagem ou no destino.

Perguntas frequentes sobre destinos na China

A melhor época para viajar para a China é de meados de setembro a novembro, com clima agradável em Pequim, Xangai, Xi’an e Guilin. Abril e maio também funcionam bem. Evite a Golden Week, no início de outubro, e o Festival da Primavera, entre janeiro e fevereiro, quando trens e atrações lotam.

Para Hong Kong, Pequim, Xangai, Zhangjiajie, Xi’an, Guilin e Yangshuo, reserve de 15 a 20 dias. Com 12 dias, dá para fazer Hong Kong, Guilin, Pequim e Xangai sem correria. Uma semana só cobre bem duas cidades, como Pequim e Xangai, ligadas por trem de alta velocidade.

A China passou a isentar brasileiros de visto para estadias curtas de turismo, em caráter experimental, e Hong Kong tem regra própria de entrada sem visto. Como os prazos podem mudar, confirme no consulado chinês e no governo de Hong Kong antes de comprar a passagem. O passaporte precisa ter pelo menos 6 meses de validade.

O jeito mais prático é o trem de alta velocidade, que sai da estação Beijing South e chega a Shanghai Hongqiao em cerca de 4h30 a 6 horas. A passagem é comprada com o passaporte, que também serve de bilhete. O trem costuma ser mais confortável que o voo, sem deslocamento até aeroporto.

Nas redes locais da China continental, incluindo o Wi-Fi de hotéis, WhatsApp, Google e Instagram são bloqueados. Em Hong Kong esses apps funcionam normalmente. Por isso, quem viaja para a China costuma resolver a internet antes do embarque, com chip ou eSIM internacional. Confira na página do plano como funciona o acesso.

Conclusão: monte o roteiro pela época e pela internet

Escolha a época primeiro, de setembro a novembro ou de abril a maio, longe dos feriados chineses. Depois, encaixe as cidades na ordem que economiza deslocamento e deixe a conexão pronta antes de sair do Brasil. Para isso, veja o Plano Controle China, que cobre China, Hong Kong e Macau.

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